As nossas férias

Após quatro semanas de passeios e bastante tempo com as nossas famílias, as nossas férias chegaram ao fim. Foi um tempo maravilhoso, cuja experiência eu gostaria muito de compartilhar com todos vocês. Além disso, passei por várias situações que me encheram de reflexões para novos textos, visto que o meu caderninho de anotações ficou repleto de ideias - na verdade eu uso o Google Keep para registrar as minhas notas. Enfim, estou cheio de histórias para contar, tanto de situações que me remeteram à minha infância e adolescência, como de coisas novas que aconteceram neste último mês, tais como uma nova personagem que surgiu na minha vida, a Filomena, a qual também quero muito apresentar a todos.

Sim, quero muito voltar a publicar textos neste blog e compartilhar tudo isso com aqueles que apreciam ler o que eu tenho para escrever.

Mas algo aconteceu e, de repente, a vida virou do avesso.

Assim como você, eu também estou assustado com o avanço da COVID-19 e especialmente preocupado com o quanto as pessoas estão relutantes em tomar as medidas necessárias para conter a pandemia global.
Primeiramente, eu não sou especialista no assunto e não quero escrever e publicar nada que não seja embasado pela ciência e nem apoiado por profissionais de saúde. Mas, a única solução conhecida neste momento é o isolamento social. Por isso, só quero reforçar o maior lema atual: FIQUEM EM CASA!
Vou deixar aqui também o link para o canal do Atila Iamarino, que é especialista em virologia e tem feito um trabalho fantástico para informar a população neste momento crítico que vivemos. Acompanhem os seus vídeos, que, seguramente, vocês terão acesso à melhor informação disponível hoje.

Bem, passado a parte de utilidade pública, o que será que nos restará ao fim de tudo isso?
Eu sei que você já deve estar ou de saco cheio de tanto ouvir sobre o coronavírus, ou extremamente estressado com toda essa situação, ou ainda desesperançoso com o futuro que nos aguarda quando toda esta tempestade passar. Pois bem, quero te dizer que todos estes sentimentos são válidos (eu mesmo tenho uma grande mistura dos três). A única coisa que você não pode estar agora é incrédulo e achar que tudo isso é uma “histeria desnecessária”, porque ela não é.

E será que tudo isso vai mesmo passar?
É claro que vai!

Apesar de algumas epidemias registradas pela humanidade terem voltado (geralmente por descuido da própria raça humana), este ciclo de COVID-19 terá sim um fim. Ou seja, o mundo vai voltar ao normal, mas este será um normal diferente. Eu e você notaremos, de maneira bem clara e rápida, que o planeta como conhecemos mudou para sempre.
Longe de mim ficar aqui fazendo previsões econômicas e sociais de um futuro não muito distante, porém a vida já não é mais a mesma em nenhum lugar do mundo. E isso assusta.

Desejo a cada um de vocês muita força mental para enfrentar este período sombrio e único da nossa contemporaneidade. Aproveitem para cuidar e zelar pelas pessoas que vocês amam. Aqueles que estão em casa com você merecem e precisam do seu afago e para os demais que não moram na mesma residência, vale uma ligação, uma videoconferência, uma lembrança e, até mesmo, uma oração.

No que diz respeito a este blog, ele vai continuar, afinal, de um jeito ou do outro, a vida segue. Seguramente, as nossas lutas daqui para frente serão ainda mais árduas, porém se existe uma coisa que a raça humana nunca se cansou de fazer é recomeçar. Dessa forma, eu acredito que estamos sim passando por um furacão em escala global e que, depois de tudo isso, caberá a nós juntar os nossos pedaços e reconstruir, de uma forma diferente, a nossa sociedade.

Weber Amaral

  • Clique aqui para seguir o roteiro de leitura dos textos do Dislexia Visual sugerido pelo autor.


Comentários

  1. Boa, tio Binho. Vamos pegar o que restar do ontem pra reconstruir algo melhor (espero) amanha.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É.. mas eu só queria que tudo isso terminasse logo.... mas pelo jeito estamos somente no começo. #medo

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Expectativa versus realidade

Bom trabalho, amigo!

A arte de reaprender

Tudo posso... posso?

A intrusa