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Melhores livros de 2021

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Sempre tive a noção de que os livros   são a melhor forma de absorvermos conhecimentos diversos e de nos tornarmos seres mais críticos a respeito do mundo que nos rodeia. Mas ultimamente tenho aprenddido que além disso, eles também são a mídia mais acessível a todos nós, inclusive a deficientes visuais, e Obviamente isso se deve aos avanços tecnológicos da nossa era. Dessa forma, sou muito grato por hoje ter acesso a toda essa vasta literatura diante de meus olhos (ou ouvidos), e gostaria então de aproveitar o clima de final de ano e deixar aqui a lista dos livros que mais me agradaram em 2021. Não me refiro a obras lançadas neste período, afinal não tenho como acompanhar este fluxo enorme, mas sim àquelas que eu li, ou reli depois de adulto, nestes últimos 12 meses. Apesar de também ter me debruçado sobre uma ótima literatura técnica ou teórica, como Sapiens , de Yuval Harrari, e Deus, um delírio , de Richard Dawkins, a lista abaixo somente abordará ficções. Além disso, vale ressalt

O catalisador e aquela cena

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               Hoje pela manhã participei de um evento virtual promovido pela Siemens (empresa onde trabalho) em comemoração ao dia internacional da pessoa com deficiência, que é celebrado todo ano em 3 de dezembro. Muita coisa foi explanada durante as três horas de apresentações, desde soluções de mobilidade urbana, rumos da empresa em direção a promover mais acessibilidade e também exposição de alguns casos de sucesso dentro do universo de pessoas com alguma deficiência. Dentre tudo o que foi exposto, o que mais me chamou a atenção foi a inspiradora palestra do atleta Lex Gillette, campeão mundial e paraolímpico no salto a distância pelos Estados Unidos. Ele é o único atleta totalmente cego da história a saltar mais de 22 pés (6,73 metros). Obviamente sua palestra explorou assuntos como superação, força de vontade e outros pontos motivacionais, mas o foco real (e o título denunciava isso) foi como ele consegue conectar-se com amigos e colegas e extrair o máximo de si através de s

A paciência turva

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Tenho percorrido novos caminhos e cada passo dessa jornada tem sido uma mistura entre desafios instigantes, novidades arrepiantes  e frustrações inevitáveis. Não sei dizer ao certo o que tem me motivado, mas sempre que desperto pela manhã tento canalizar os bons pensamentos e seguir batalhando para que cada degrau seja superado no seu tempo certo. Por tudo isso     a palavra que mais tenho repetido ultimamente é paciência. Tenho aprendido que por mais que eu queira resolver o mais rápido possível todas as questões relacionadas à minha reabilitação e também à readaptação da vida sem a visão, o fato é que isso não será uma tarefa tão simples como livros de auto-ajuda e filmes de superação hollydiana sugerem. Portanto, éeessencial entender que a vida precisa ser desacelerada para que ela seja melhor aproveitada e novos caminhos e oportunidades se abram diante de mim. Descrição da foto: Eu caminhando em um parque usando bermuda, camiseta azul e óculos escuros. Em minha mão direita es

O jantar, a prancha e o legado

Era uma quarta-feira do fim do outono de 2012 em São Paulo e o Alex passou bem cedinho em casa para irmos até Paulínia, cidade do interior paulista que fica nas cercanias de Campinas. Estavámos iniciando um projeto de desenvolvimento de um sistema de operação logística para uma grande indústria de produtos químicos. A viagem durou em torno de uma hora e meia e gastanmos este tempo traçando estratégias para as inúmeras reuniões que teríamos naquele dia, que fora reservado para fazermos o levantamento dos requisitos iniciais para a execução do trabalho. Eu estava muito contente e ansioso com a oportunidade de ser o líder técnico de um grande projeto pela primeira vez na minha carreira e também feliz em ter o Alex como gerente, pois, além de nos darmos muito bem, eu de fato sentia que ele confiava no meu trabalho e que eu também poderia contar com o seu suporte para qualquer eventualidade.  A  planta química era uma propriedade imponente construída em um local que fora uma fazenda de cana

As chaves da independência

Marida chegou um pouco mais cedo do trabalho naquela sexta-feira, e mesmo assim estava muito ansiosa para terminarmos de arrumar as malas, afinal na manhã seguinte voaríamospara Honolulu, no Havaí. Como eu havia ficado em casa o dia inteiro, minhas roupas já estavam todas dentro da nossa bagagem e então começamos juntos a completar com tudo aquilo que precisaríamos durante os nossos sete dias de viagem. Para tanto, havíamos previamente feito uma lista, a qual fomos checando item a item para que não esquecessemos de nada.                   Quando a lista já estava quase completa, a Marida deu um suspiro de cansaço bem profundo e falou que precisava tomar um banho e que também tinha fome, pois estava desde cedo sem comer nada substancial. Eu disse que tudo bem, mas logo lembrei-lhe de algo que ainda tínhamos que fazer.                   “Precisamos ir lá levar as chaves para o gandhi e a Vanessa.” – disse eu.                   “Pois é, tinha me esquecido disso. Será que realmente p