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O jogo fácil da vida

Se você lê este blog com regularidade , o nome do Johni já se tornou habitual, afinal jácontei duas histórias das quais ele fez parte durante minhajuventude. Mas hoje quero, infelizmente,trazer uma passagem não muitoagradável da sua vida recente para a nossa reflexão, pois conforme contei na crônica O livro que eu não li , estudei com o Johni desde oprimário até o fim doensino médio. Após isso, ele foi para uma outra instituição e se formou em engenharia daComputação. Apesar de não estudarmos mais juntos, seguimos amigos e até tentamos empreender na área da tecnologia de rádio frequência; porém nossos planos não deram muito certo e eu segui o meu rumo na vida e me mudeipara São Paulo. Johni, por sua vez, investiu na carreira bancária e fez o concurso para a Caixa Econônmica Federal, no qual foi aprovado em 2008. Tentando fazer uma descrição rápida e superficial do Johni, ele é um sujeito alto, bem apessoado e que aparentemente náo possui qualquer limitação física, ou seja, a sua defi

Não tem botão!

Desde o começo de 2020 eu comecei a me envolver mais profundamente com alguns grupos de discussão e assistência aos deficientes visuais da região onde moro. O primeiro deles que tive contato foi o HAVIN ( Houston Area Visually Impaired Network ), o qual, assim como denota o nome, é uma agremiação de pessoas que compartilham de sérias degradações em suas vistas e que se ajudam mutuamente para conseguir lidar com seus desafios de vida. Atra’vés deles eu me informo sobre benefícios dentro da sociedade americana e dicas para conviver com adeficiência. Outro grupo com o qual tenho tido bastante interação é com o iBug ( iPhone Blind Users Group ),que foi fundado e épresidido pelo mesmo engenheiro que citei no texto Você é cego? Eles basicamentepossuem sessõessemanais de discussão sobre tecnologias assistivas para celulares, tablets e outros dispositivos eletrônicos. Como já imaginado, o grupo é focado em tecnologias Apple, porém também possui sessões sobre Android, e é nestas que eu tenh

Conserto ou concerto?

Para que possamos refletir um pouco sobre um assunto que julgo importante nos nossos dias atuais, vou propor o seguinte cenário hipotético. Imagine que você está em sua casa apreciando um belo domingo de extremo ócio e seu telefone toca. Você, então, nota que se trata do seu grande amigo Bruno. Você atende ao telefone com a sua habitual irreverência, mas logo nota que ele não está tão contente assim e, que ao contrário, está ofegante e pergunta se pode passar na sua casa para conversarem. . Ao chegar, você já preocupado quer saber o motivo do seu desespero. Você lhe oferece, então, um copo d’água e pede para que se sente no sofá a fim de se acalmar um pouco. Sua respiração começa avoltar ao normal e ele, que é afro-descendente, lhe conta que estava caminhandona rua quando quatro homens começaram a perseguí-lo e chamaá-lo de terríveis nomes que faziam alusão à sua cor de pele. ele volta a ficar nervoso enquanto   conta que conseguiu despistar os homens e correr então para a sua casa.

Tips on how to socialize with the visually impaired

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  In case this is your first time navigating through this   blog, I need to tell you that it is fully written in Portuguese, which is my native language. However I thought it would be a good idea to deliberately translate this specific article to English, so I could share this information also with my non-Brazilian friends. In the other hand, if you want to read the other posts published in this blog, there are three links on the side bar on your left (English, Esp”nol and Italiano) that you can use to   translate the whole web site into one of those three languages. You can also, after clicking on any one of those, change the target language to anyone in the world (PS: this is an auto translation from Google, so I cannot guarantee this is 100% accurate). Well, the articles published here are usually very anecdotal and, in a certain way, ludic. In other words, lists are not very like me. But I find it very pertinent to share this type of information, which I believe is also a mirror

Uma barata chamada Kafka

No texto O som da metamorfose eu escrevi um pouco sobre A metamorfose, de Franz Kafka, mas confesso que este romance me impacta tanto que gostaria de voltar a falar sobre ele aqui hoje. Entretanto, diferentemente do primeiro texto, hoje eu trarei alguns spoilers sobre a obra, portanto caso você não queira ser surpreendido com alguma novidade de um livro centenário , pare agora e vá escutar uma música dos Inimigos do rei. Por outro lado, caso vocè queira conhecer a obra, eu recomendo demais a sua leitura, pois o livro é curto, simples e fantástico.             Como já citamos, o livro conta a história de Gregor Samsa, um caixeiro viajante do fim do século XIX,   que ao despertar-se pela manhã nota que havia estranhamente se transformado em um inseto gigante. A trama então se passa com ele se reconhecedndo na sua nova forma e encarando seus novos desafios.             Apósmuitos desdobramentos, o livro termina com a morte de Gregor Samsa (eu avisei que haveria spoilers) e sua famíli

O menino estrábico

 Nunca desejei transformar este blog em um espaço de revisões literárias, porém acabo de ler um livro cuja temática diz muito respeito aos meus dias atuais e por isso gostaria de compartilhar com vocês algumas das minhas impressões sobre O ensaio sobre a cegueira de José Saramago .Sei que aquilo que penso e refleti quando li o livro tem alguma relevânciapor conta da cegueira ser o assunto principal da obra, mas, além disso, o livro trata de uma pandemia, ou seja,o contexto se torna duplamente interessante.                Certamente você tem uma ideia sobre o contexto do livro, ou seja, que aborda uma epidemia, a qual surge sem qualquer   explicação e faz com que todos os contagiados se tornem cegos. A princípio o governo tenta isolar os primeiros doentes, porém não há formas de conter o contágio e a cegueira se alastra vastamente entre a população. A história então é narrada em torno dos primeiros infectados.                O livro é muito complexo e aborda muitas características d

O ponto de interrogação

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Hoje, enquanto escrevia um novo texto para postar aqui no blog, deparei-me com um problema real dest aminha nova vida de escrever sem a visão, o qual gostaria de compartilhar de maneira anedótica com vocês que me lêem e tem acompanhado meus novos passos e desafios. Como sempre, gosto de analisar alguns fatos da vida ou de uma obra literária e trazer tais exemplos para a nossa convivência social e interna. O meu objetivo é sempre parar um pouco o e refletir sobre tais exemplos e tirar lições a partir deles. e com isso refletir de alguma forma sobre tudo aquilo que nos acontece na vida.   Porém, hoje será um pouco diferente. Para escrever estes novos textos, eu tenho usado o windows Narrator para acompanhar,, através da audição, tudo aquilo que eu digito no meu computador. Além disso, também utilizo de ferramentas de leitura de tela, tais como o google Assistente e Talk Back, para fazer o mesmo com o meu telefone celular. E toda esta tecnologia tem sido muito útil para mim e me ajuda